• Anne Lieri

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07/10/14

Pausa



O Recanto dos autores entra em pausa para descanso.

Obrigada a todos pela presença!

Volto logo!

Beijos da Anne,



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06/10/14

Meditando

Meditando

(Sol da Esteva)









A chuva triste,
Cobria de finas gotas,
Geladas,
O esmalte do teu retrato,
Sobre o qual eu meditava...
E a terra era tão fria
Quanto o calor do teu corpo
Que em campa rasa dormia;
Nada de mim te lembrava
Enquanto tu foste Vida!...
Agora, no teu Além,
Conheces quanto me tem
Do teu conselho,
Mesmo, assim, em silêncio…



Sabes?
Sinto pulsar, dentro, em mim
A tua voz conselheira
Como Amiga verdadeira
Que não me pode trair.
Ouço-te desde a lonjura
Neste passo que separa
A Vala da Sepultura.



Limpei teu rosto gelado
Buscando o olhar transparente
Que ficasse, em mim, gravado
Desde o passado presente.



Comungaste
De toda a minha tristeza.



Uma lágrima, de chuva,
No teu retrato rolou
E aos olhos se prendeu...
Chorei também,
Mas não fiquei magoado.
Senti-me, mesmo, impelido
E até encorajado
A voltar,
Buscando no teu saber,
Se deva, ou não, acordar
Do sono que faz Viver...



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05/10/14

Não chore...sorria!

"NÃO CHORE...SORRIA"
(Eduardo Nunes)





Não chore, sorria!
prove esta caldeirada
tenha em sua vida alegria
de água ao nascer do dia
beba uma cocharrada!



Uma açorda na tijala!
favo de mel na colmeia
de palavras ditas à balda
a seguir, uma mão cheia!



Tigela, no Alentejo é tijala,
bordão mais grosso é cacete
sorriso grande gargalhada
leite é lete, azeite é azete!



O pão se chamam casquero!
ao sobrero chamam chaparro
pão mais pequeno é brendero
de cortiça é feto o cocharro.



Dessa manera no Alentejo,
lá se fala sem qualquer vaidade
situado, para lá, a sul do Rio Tejo
também mora a personalidade.



O alentejano não dorme,
depois do trabalho descansa
assim, também é conforme
o toque da música se dança.



Aprumado com pujança,
com as calças sempre vincadas
brilham as botas quando dança
de cabedal bem ensebadas!



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04/10/14

A espera

A Espera
(Norma Emiliano)






Assim espero
Que não seja simples ilusão
Do almejar da alma
Que você exista .
*
Neste imenso universo
Muitos são os encontros
E uma estrela guia
Reluz  a  estrada
*
Desejar é certo
Encontrar é incerto
Contudo na esperança
Persiste o ardor da paixão.
*
Romântico pensar
Da senhora na janela
Que não vê o tempo passar
No enlevo do aguardar.


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03/10/14

Tem muito ventilador se achando ar condicionado

Tem muito ventilador se achando ar condicionado

(Anne Lieri)




No mundo literário ás vezes é preciso colocar os pés no chão.

Nessa época tecnológica, das redes sociais e blogues, todo mundo é escritor.


Quem quer publicar um livro sabe que não é fácil!


Poderá enviar seus livros para diversas editoras e ficar esperando um milagre ou colocar a mão na massa!


Se não tiver recursos próprios deve procurar os sites que postam gratuitamente, mas, cuja edição deverá ser feita pelo autor.


Divulgação é uma palavra que não existe nas editoras, então terá que se virar para divulgar seu trabalho.


Nesse afã de divulgar os seus livros vejo muitos escritores que se esquecem de olhar outros umbigos! Isso mesmo: outros umbigos porque costumam olhar demasiadamente para o seu!


É o caso da pessoa que escreve um ou dois livros  e já se acha um “Machado de Assis”...


Vamos baixar a nossa bola? Falo isso para mim também, não me excluo desse grupo do nariz empinado, mas me policio.


É certo que temos que valorizar o que escrevemos, mas, principalmente, ter uma visão crítica do que escrevemos. 



Convenhamos que somos amadores até que alguma editora se interesse em bancar o nosso trabalho. 


Há uma grande diferença entre receber um elogio da nossa mãe e um de um editor consagrado.


Não sei se estou conseguindo me fazer entender. É que tenho visto muito “ego” e pouca “alma” por aí.


Quer uma prova? Faça um passeio pelo Facebook, por exemplo. Em poucos minutos comprovamos o que eu disse. Cada um quer vender seu peixe, mas poucos se abrem a divulgar outros autores. 


Também conto nos dedos aqueles que compram livros dos outros pela internet e há autores que quase se impõem aos outros colocando como uma questão de amizade se os seguidores compram ou não seu livro. É nesse momento que enchem a caixa de mensagens das pessoas oferecendo sua obra a todo o momento e acabam gerando antipatia.


Ás vezes as pessoas não compram porque simplesmente não tem dinheiro e não porque não gostam da gente, já pensaram nisso?


Já ouviram falar que a vida é uma estrada de mão dupla?


Então, se desejamos um tratamento justo aos nossos livros devemos também retribuir ao outro com nossa gentileza.


Correndo o risco de ser extremamente arrogante resumo o assunto numa frase: “tem muito ventilador se achando ar condicionado”. 


Vamos baixar nossa bola?



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